sábado, 14 de dezembro de 2013

Alimentação saudável durante a Gravidez


Sabia que os efeitos da alimentação que a Mãe faz durante a Gravidez se mantêm durante os primeiros 6 a 9 meses da vida do seu Bebé? Isto é, a qualidade da sua alimentação não só influencia o crescimento do Bebé durante a gestação, mas terá um papel fundamental na saúde do Bebé já depois do nascimento? Um alimentação equilibrada e rica em nutrientes importantes permitirá ao Bebé ser bastante mais saudável e mais resistente a viroses e infecções.  



Ajuste a sua alimentação, mesmo que ela já seja boa
 
Agora que está Grávida, é importante tentar aumentar a ingestão de determinados nutrientes (como ácido fólico, ferro, cálcio e proteínas). O consumo de calorias pode aumentar um pouco conforme a gravidez vai avançando. Se não era de se preocupar muito com a comida, agora vale a pena passar a fazer refeições mais pensadas e equilibradas. Limite a quantidade de guloseimas e de fast food, que têm muitas calorias e poucos nutrientes.



Durante a gravidez, o seu corpo trabalha de forma ainda mais eficiente, tirando o máximo de energia daquilo que come. Por isso, nos primeiros seis meses de gestação a maioria das mulheres nem precisa comer mais do que já comia. Só nos últimos três é que é aconselhável comer 200 calorias a mais, mas isso não quer dizer quase nada, já que 200 calorias equivale a meras duas torradas com manteiga, por exemplo.

Guie-se pelo seu apetite, que pode variar dependendo da fase da gravidez. Nas primeiras semanas ele pode não exisitir,  por causa dos
enjoos. Mas às vezes, em especial à noite (ou a meio da madrugada), é provável que sinta uma necessidade súbita de comer alguma coisa para preencher um "buraco no estômago".

No segundo trimestre, o seu apetite deve ficar igual ao que era, ou um pouco maior. No terceiro, a mãe deve ficar com mais fome, mas precisa tomar cuidado porque serão mais frequentes a azia
e a má digestão. Se estiver a engordar pouco e o seu médico estiver satisfeito, não precisa de ficar controlando a alimentação. Tente apenas comer os alimentos certos.


Quais são os alimentos errados?

 
A grávida pode comer quase tudo, mas deve evitar alguns tipos de alimentos. São eles:
  • peixes e frutos do mar crús, como ostras e sushi (o sushi pode ser ingerido se o peixe tiver sido congelado antes).
  • queijos de casca branca, como brie e camembert, e queijos com fungos, como roquefort e gorgonzola. Evite também queijos do tipo fresco, que podem ser feitos com leite não-pasteurizado. O problema é a possível presença de uma bactéria que causa a listeriose, doença que pode prejudicar o bebé.
  • carne bovina mal passada ou crua (como carpaccio), carne de porco mal passada e ovos crus (como massa de bolo, gemada, ovo estrelado com gema mole e algumas sobremesas - musses, por exemplo). A precaução é para evitar bactérias que possam afectar o bebé.
  • Bife de fígado e miúdos, para evitar a sobrecarga da forma retinoica da vitamina A, que pode ser prejudicial ao feto.
  • cação, peixe-espada e tubarão, que podem conter níveis perigosos de mercúrio. O atum deve ser limitado a quatro latas por semana ou dois filés frescos por semana, pelo mesmo motivo. Outros peixes são seguros e fazem bem ao bebé e à mãe.  As recomendações quanto ao mercúrio valem também para quem está pensando em engravidar e para o período de amamentação.
  • se tiver na família pessoas com alergias (a nozes, castanhas ou amendoim, por exemplo), é bom evitar esses alimentos na gravidez. No entanto, as nozes são óptimas para a azia.
  • bebidas alcoolicas. O consumo de álcool pode causar sérios problemas no bebé, por isso os especialistas recomendam cortar totalmente as bebidas alcoolicas na gravidez.
  • bebidas e alimentos com cafeína. Pesquisas ligaram o consumo de mais de 300 mg de cafeína por dia ao risco de aborto espontâneo e de a criança nascer com baixo peso, e um estudo especulou que até doses bem pequenas de cafeína já podem influenciar na perda do bebé. Não tome mais que três chávenas de café por dia, e, se possível, prefira bebidas descafeinadas.
 
Tome vitaminas

 
Num mundo ideal - em que não existissem enjoos, por exemplo, - não seria tão difícil manter uma alimentação equilibrada. Mas no mundo real é mais seguro recorrer a um suplemento vitamínico pré-natal para ter a certeza de que seu corpo receberá todos os nutrientes de que precisa. Converse com o seu obstetra.
 
O ácido fólico é um suplemento especialmente importante, que deve ser tomado até antes de engravidar, e durante os três primeiros meses da gestação. A deficiência desse tipo de vitamina B está ligada a problemas na formação neurológica do bebé, como a espinha bífida. A recomendação mínima é de 400 mcg de ácido fólico por dia. Os médicos costumam receitar um suplemento mais completo, com várias vitaminas e ferro, a partir do terceiro mês, quando os enjoos melhoram e a vitamina é melhor tolerada pelo estômago.
 
Se for vegetariana ou tiver algum problema de saúde como diabetes, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia ou anemia, ou se no passado já teve um bebé de baixo peso, o médico provavelmente terá orientações especiais para a sua alimentação, ou poderá mesmo encaminhá-la para um nutricionista.
Lembre-se, porém, de que nem sempre as vitaminas são boa. Suplementos de vitamina A contêm retinol, por exemplo, que pode ser tóxico para o bebé ao ser tomado em grandes quantidades.


Não faça dieta

Fazer dieta durante a gravidez pode prejudicar o bebé e a mãe. Dependendo do tipo de regime, a grávida pode ficar com deficiência de ferro, de ácido fólico e de outras vitaminas e sais minerais importantes. Lembre-se de que engordar faz parte da gravidez. Comer bem e na quantidade certa é especialmente importante para grávidas com menos de 20 anos.
 
Mulheres que comem bem e que engordam o recomendável têm mais probabilidade de ter bebés saudáveis. Se está comendo alimentos saudáveis e está engordando, relaxe: é isso que tem de acontecer! Quem era muito magra antes de engravidar tem mais "tolerância" para engordar. Se já estava acima do peso antes de engravidar, pode melhorar a qualidade da sua alimentação, eliminando guloseimas e comidas demasiado gordurosas e começando a fazer actividade física (sempre consultando o médico antes). Para quem estava acima do peso, algumas pesquisas mostram que não há porblema em não engordar nada durante a gravidez, ou até emagrecer, pois as reservas de gordura acumuladas no seu corpo vão suprir as necessidades calóricas do bebé.




Engorde aos poucos
 
O aumento de peso varia de mulher para mulher, e depende de vários factores. Em países como o Reino Unido a balança já nem faz parte das consultas pré-natal, porque os médicos não veem necessidade de um controle rígido do peso.
 
A média de ganho de peso na gravidez parece estar entre 8 e 15 kg. Mas, em vez de pensar na balança, concentre-se na qualidade do que come: muita fruta, legumes e verduras, boas quantidades de proteína e só um pouco de gordura e açúcar.



Faça pequenas refeições em intervalos regulares
 

Mesmo que não esteja com fome, é melhor não deixar o estômago muito tempo vazio. É aconselhável fazer cinco ou seis pequenas refeições em vez das três grandes refeições tradicionais, principalmente se estiver sofrendo muito com enjoos, azia ou má digestão. Não salte refeições, porque o bebé precisa de estar constantemente alimentado.
 
 
 
 
Uma guloseima aqui ou ali não faz mal

Não há por que abrir mão de tudo o que gosta só porque está grávida. Mas também não é bom deixar que alimentos industrializados, salgadinhos e doces formem a base da sua alimentação. 
 
Na hora da vontade de comer um doce, experimente colocar uma banana no microondas com um pouco de canela, ou tome um batido de iogurte com frutas congeladas. Só tem a ganhar se conseguir encontrar uma guloseima "mais saudável"! 
 
E de vez em quando, por que não mergulhar naquele maravilhoso bolo de chocolate ou num doce de ovos? Aproveite cada pedacinho, pois merece totalmente!  

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